sábado, 10 de abril de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Mil anos para as mulheres!
Por Dal Marcondes
Minha vida é cercada de mulheres. Em sua maioria pessoas fortes, cheias de vida e personalidade. A começar por minha mãe. Maria Bela é um farol que emana segurança e caráter. Minhas irmãs, as três, são a ternura de que me lembro. Cristina é o sonho, o charme, a insensatez e a liberdade. Adriana é a responsabilidade e a braveza em todos os sentidos do termo. Nira é a harmonia, a alegria e a ternura que fazem sorrir, sempre.
Minhas filhas são complementos: Alba é um presente que faz olhar o futuro com esperança. Alice é a certeza de que este futuro será construído de fato, e será um bom lugar para se viver.
Entre meus amores há um pouco de tudo, representado hoje por Ana Maria, que tudo agita e faz com que a vida se mova, sempre.
Este ano é o centenário do Dia Internacional da Mulher. Vamos ler muito sobre isto, apenas espero que não seja mais com a visão romântica de que as mulheres são umas coitadinhas que carregam o mundo nas costas. Claro que há injustiças, e muitas. No entanto, há avanços a serem comemorados. O principal deles é o espaço que as mulheres estão ocupando no campo político. Teremos este ano duas mulheres concorrendo à Presidência da República, uma demonstração de que estão prontas para assumir responsabilidades que anos atrás eram impensáveis para quem não ostentasse aspecto de liderança viril.
A vida tem demonstrado que as mulheres chegaram a este século XXI muito melhor preparadas para as incertezas e novos desafios que os homens. As meninas estão anos luz de seus contemporâneos masculinos nos quesitos liberdade, consciência e autoconhecimento. Enquanto as moças olham para cima e para a frente, grande parte dos rapazes se encolhem, se acovardam e buscam abrigos que os protejam de um futuro incerto.
Há, entre os homens, um certo sentimento de “antigamente é que era bom”, quando sabiam seus papéis quase que por “herança genética”. Eram criados para trabalhar, pagar as contas e ter prioridade sobre o controle remoto da TV. Sabiam o que fazer, enquanto, na sua opinião, as mulheres deviam se dedicar a lavar, passar, cozinhar e cuidar das crianças. Bom, tudo mudou.
E agora rapazes? A festa não acabou, apenas mudou a música, agora elas trabalham, planejam, mandam e, talvez, sejam melhores que nós nisso. Elas dirigem, compram, pagam e opinam. Elas são mães e com este poder da vida entendem melhor a responsabilidade de deixar viver.
O mundo masculino é um mundo de exclusão, de força e de morte. O mundo feminino é de acolhimento e de vida. Qual tem mais a oferecer para o futuro? E não podemos nos equivocar, este mundo-mulher não é fraco, sua força não vem das armas, mas sim da legitimidade. Enquanto os homens se armam para enfrentar a pluralidade da vida, as múltiplas opiniões e a diversidade, as mulheres estão habituadas a mediar as disputas de seus homens sem deixar mágoas e construindo uniões.
Acredito que a Terra, planeta feminino, será melhor quanto mais as mulheres ocupem espaços de poder. Neste centenário do Dia Internacional da Mulher faço uma aposta no futuro: que este seja o milênio da mulher. E no ano 3.000 voltaremos a ver se os homens podem voltar a merecer confiança. (Envolverde)
sábado, 28 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
domingo, 30 de novembro de 2008
As pessoas mais importantes do mundo!
| De Dia dos Pais |
Alba e Alice, vê-las crescer, transformar-se em lindas mulheres, independentes e fortes é uma das mais importantes realizações da minha vida.
| De Cristina e Lucio |
Alba, muito linda!
| De Familia |
Alice, alegre, linda e independente!
| De Familia |
Minha mãe, Maria Bela, e minhas irmãs Adriana e Nira!
| De Familia |
Ana Maria, minha companheira!
| De Cristina e Lucio |
Cristina, uma lutadora! Leia Mais
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Abmudos, ou aqueles que se calam diante dos absurdos
por Dal Marcondes
A história humana é acompanhada desde suas origens pelos abmudos. Aqueles que assistem os absurdos sem nada dizer. São eles os responsáveis por grande parte dos males que assolam o homem. Não importa a cultura. Não importa a época. Abmudos estiveram presentes em todas as grandes catástrofes e convivem diariamente com dramas menores. Ficam quietos quando assistem infrações de trânsito, quando percebem que alguma coisa pode dar em confusão, sempre que é necessário interferir. Ou seja, calam-se diante dos absurdos. Alguns exemplos podem ajudar a definir melhor o que é um abmudo:
Uma pessoa caminha pela calçada e vê alguém estacionando um carro sobre a mesma calçada. Ao motorista não parece importar que estará colocando outras vidas em risco por obrigar os pedestres a fazerem um perigoso desvio pela rua movimentada. Uma situação de absurdo, mas o passante não se detém em sua caminhada, desvia-se pela rua e segue seu caminho. Não tem coragem de interferir, não tem a dimensão de sua responsabilidade de cúmplice, acredita piamente que não tem nada a ver com isso. Apenas no fundo roça-lhe um vago pensamento sobre como essa situação não aconteceria em um país desenvolvido.
Esse exemplo faz recordar a história contada por outro passante em outra calçada. Ia esse por uma rua em Genebra, na Suíça, quando presenciou uma cena que em terras tupiniquim pareceria insólita: apressado, seguia pela calçada um senhor bem aparentado, terno alinhado e um pequeno papel nas mão. Após uma olhada detida no papel, amassou-o e atirou ao chão. Poucos metros atras vinha um outro homem, mais jovem, que abaixou-se e apanhou o papel amassado. Exitou um pouco mas chamou o homem de terno. "Senhor, deixou cair um papel". A resposta foi seca: "Não o quero, é lixo". E o mais jovem respondeu: "Pois é, é lixo e a cidade também não o quer". Há os que vejam nesse exemplo apenas o fato de que a civilização existe na Suíça, o que é verdade, mas ela existe em todos os lugares onde os abmudos superam seus traumas e enfrentem os absurdos.
Quase sempre há leis coibindo os absurdos e quase sempre há um abmudo os encobrindo. Não podem, na maioria das vezes, ser taxados legalmente como cúmplices, mas são quase tão culpados quanto os que cometem os absurdos. Um pequeno jogo entre as palavras absurdo e abmudo pode explicar muito da trama psicológica que envolve a relação entre as duas personagens. Os absurdos (vistos aí como os sujeitos da ação absurda) agem como surdos diante dos apelos éticos e morais que deveriam coibir suas ações. Os abmudos, por acreditarem que suas vozes não serão ouvidas, calam-se. Esse círculo vicioso acompanha a humanidade desde seus primórdios.